Das coisas que sinto saudades de Londres

Londres é uma das cidades mais incríveis do mundo – na minha opinião e de muita gente, claro! Eu morei um ano por lá e confesso que me pareceu ser pouco. É tanta coisa pra descobrir que quando a gente vai embora fica pensando que deixou de fazer muita coisa! O bom é que assim dá mais vontade de voltar e fazer o que ficou faltando – mesmo que seja só de férias.

Eu adoro ficar relembrando o passado e sempre vem na minha mente as memórias da época que morei lá – já faz um ano e meio que passou e nem senti! Por isso, resolvi escrever este post para relembrar de coisas que sinto falta de lá. Muita gente que morou ou até mesmo só visitou vai ser identificar com um tópico ou outro. Vale lembrar que não é um lista must-see em Londres e é algo totalmente pessoal.

BRICKLANE

BRICK LANE

Quando me mudei pra lá, já tinha em mente onde queria morar: Camden. Como já tinha visitado e amado, achava que o clima descolado e aquela vibe Amy Winehouse seria o lugar perfeito pra morar. Até que um amigo me apresentou Brick Lane, que se tornou meu lugar preferido na cidade. No fim, não morei nem em Camden, nem em Shoreditch (região onde fica Brick Lane) – mesmo porque o aluguel é bem caro – mas já fiquei feliz de morar mais ao East do que ao West da cidade.

Brick Lane é simplesmente sensacional! Lembro que quando comentei com o gerente do meu banco que amava lá, ele me perguntou: ah, você gosta de curry então? Sim, há diversos restaurantes indianos, mas vai muito além disso. Acho que Brick Lane chega até a ter mais personalidade do que Camden e tem um pouco de tudo. Lugar pra sair, restaurantes, lojas, mercados de rua, galerias e Bansky.

Recomendo ir até lá até pra quem está só de passagem. Pra chegar, a estação de metro mais próxima é Liverpool Street ou Shoreditch High Street no overground. O melhor dia pra ir seria no domingo, dia que o Sunday (Up) Market está aberto, uma feirinha incrível com comidas de diversos países e artigos de moda, bijuterias e artes. Vale a pena experimentar o Pad Thai de umas das barraquinhas, que eu acredito que chega a ser melhor do que na Tailândia!

Lá pertinho tem os lugares mais bacanas de sair: The Big Chill Bar e o Cafe 1001 (na Dry Walk) e o Vibe Bar (em Brick Lane mesmo). São mais populares, mas vale a pena ir! O Cafe 1001 faz festas durante o dia nos fins-de-semana que viram madrugada adentro.

Pra quem quer comprar, vale a pena também ir ao Old Spitalfields Market (esse abre diariamente). Fica a cinco minutos da estação de Liverpool Street. No site dá pra conferir quais tendas abrem durante cada dia. Tem diversas outras lojas de rua na região que valem a pena explorar.

Pra comer, eu recomendaria experimentar os famosos bagels da Brick Lane Beigel Bake, aberto 24/7. É aquele típico lugar “sujinho” que todo mundo vai no fim da noite quando bate aquela fome de final de balada. Há também o restaurante sueco, Fika – com o tradicional prato de almondegas suecas -, o típico fish & chips inglês do Poppies ou o tailândes Rosa’s.

PUB

PUB INGLÊS

Sim, há pubs em São Paulo e outros lugares do mundo. Mas pub na Inglaterra, é pub na Inglaterra. Fora que as opções de cerveja (e ciders) por lá são bem mais variadas (e em conta também). Enquanto por aqui pedir uma Stella Artois é ser diferenciado, por lá nem está perto de ser uma cerveja top. Bem, nem vou entrar nesse mérito porque não entendo de cerveja. Mas o que eu sinto falta é da “experiência” de um pub. Primeiro que não tem essa de comanda ou sentar na mesa e esperar o garçom servir. Tem que ir até o bar, pagar e muitas vezes ficar em pé. Dificilmente tem chapelaria, portanto durante o inverno é preciso se despir de todas as camadas e jogar as coisas em algum lugar ou segurar. Não que isso seja legal, mas faz parte da experiência. Pub geralmente cheira esquisito – deve ser o cheiro impregnado de anos de bebidas derrubadas no carpete (sim, carpete no pub!). Não tem muito esse hábito de porção por lá, o que tem é comida de pub. E comida de pub costuma ser sempre a mesma: hamburger, fish & chips, sunday roast, english breakfast e todas aquelas coisas bem gordurentas e gostosas.

Uma das coisas que eu mais gostava era chegar no bar, abrir minha carteira e saber que eu ia beber aquela noite só com as minhas moedas – já que as moedinhas inglesas valem muito! Há diversos pubs espalhados pela cidade e fica díficil indicar tantos lugares, mas aí vão alguns da minha lista: The Porterhouse, em Covent Garden (bem grande, com vários andares e variedades de cervejas); The Old Red Cow, em Barbican (com um cardápio de cervejas que muda constantemente, é bom pra quem gosta de provar algo diferenciado); The World’s End, em Camden (vale a pena ir e fazer um check-in só pra dizer: tô no fim do mundo!); The Golden Heart, em Shoreditch (pra quem quer algo mais intimista em Shoreditch); The Hawley Arms, em Camden (pub que a Amy costumava frequentar); fora os super populares O’Neills, no Soho, pra cantar Use Somebody com a bandinha ou a rede australiana Walkabout pra se impressionar como os australianos ficam ainda mais enlouquecidos fora de casa.

Supermarket

SUPERMERCADOS

Até parece que sou uma dona-de-casa fanática, longe disso. Mas eu realmente sinto falta de um supermercado de lá, independente de qual nível social seja: Waitrose, Marks & Spencer, Tesco, Sainsbury’s, ASDA. Acho que até porque não sou muito lá boa de cozinha é que acabo sentindo mais falta de certas coisas prontas. Molho de tomato pronto por aqui nem pensar, mas lá dá pro gasto. Eu acabei me adaptando um pouco e não comia tanto no almoço, apenas uma salada, sanduíche ou sopa – que eram super baratinhos e gostosos e vendiam no supermercado também. Fora que muitas coisas acabam sendo mais baratas. Aliás, já tinha feito um post de comparação de preços entre Melbourne e Londres, tá faltando acrescentar São Paulo agora. Mas ontem fui na farmácia aqui e notei que um shampoo da marca John Frieda custa em torno de 50 reais. Lembro que costumava pagar 10 pounds (R$40 na libra atual) por 3 produtos da marca no ASDA. É Custo Brasil, você não me agrada!

MUSEUM

MUSEUS (DE GRAÇA)

Não que eu seja uma amante da arte, pare em frente à um quadro do Jackson Pollock para analisar com a mão no queixo por duas horas e chore copiosamente de emoção. Mas eu gosto de um museu e me faz lembrar do quanto eu gostava das aulas de história da arte na faculdade. Fora que em Londres quase todos os museus são de graça. Ou seja, não é preciso fazer tudo correndo em um dia, dá pra aproveitar aos poucos e ir sempre. São tantas opções que fica difícil listar todas: The British Museum, Tate Britain, Tate Modern, Science Museum, Natural History Museum, National Gallery, National Portrait Gallery, Museum of London, National Maritime Museum.. e o meu preferido: Victoria & Albert Museum. Eu tenho uma coisa especial com o V&A. Eles tem um acervo de moda lindo então isso conta pontos. Fora que eles sempre tem exposições especias incríveis, como a do David Bowie que tá vindo pra Sampa no MIS. Mas o que mais me encanta é sentar nos belíssmos salões da cafeteria para tomar um café ou comer algo. Vale muito a pena conferir essa parte do museu até pra quem não gosta de museu. Outros museus que são bacanas de conferir – mas são pagos – são o Design Museum e o Fashion and Textile Museum.

MARKET

MARKETS

Já tinha comentando lá sobre Brick Lane do Sunday (Up) Market e o Old Spitalfields Market, em Shoreditch. Mas há diversos outros mercadinhos de rua que são ótimos pra garimpar coisas legais. Aqui em Sampa a gente tem também, como a Benedito Calixto, mas eu curtia bastante os de lá. Outro que é super famoso e vale a pena ir é o da Portobello Road, que já é super tradicional e vende diversos artigos de antiguidade. Há alguns em Camden que são interessantes, como o Stables Market. Há inclusive um com várias barraquinhas de comida (com comida brasileira também) onde você pode se sentar em uma das motos para comer, de frente para o canal. Outro mercado imperdível é o Borough Market, próximo à estação London Bridge. Seria o equivalente ao Mercado Municipal daqui. Ótimo para comer, fazer as compras da semana ou experimentar artigos diferenciados vindos de diferentes partes da Inglaterra.

JAFFACAKE

JAFFA CAKES

Ah, Jaffa Cakes! Se eu tinha um vício em Londres, era esse. Se você nunca viu, nem experimentou, vá à qualquer supermercado e compre uma caixa de McVitie’s Jaffa Cakes. É basicamente uma bolacha, com uma espécie de geléia de laranja coberta com chocolate. Eu sou super fã de chocolate com laranja, então não podia ser mais perfeito. Consegui achar em um lugar em Melbourne quando cheguei e um em Sydney, mas nunca mais vi. Aqui no Brasil nunca vi. Bem, aceito encomendas em todo caso. Tem uma receita no site da BBC, mas ainda não arrisquei fazer.

Bem, gosto é gosto e não se discute. Há diversos outros itens que acrescentaria nesta lista, como transporte público, sensação de segurança, os parques, se emocionar toda vez ao ver o Big Ben… mas são tantas coisas que fica difícil listar tudo. E você, o que acrescentaria mais na lista?

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4 comentários em “Das coisas que sinto saudades de Londres

  1. Reblogged this on Le Monde of Style and commented:
    Gente,
    Hoje o post é de um blog amigo “Your passport please”, que é da minha querida amiga, Débora. Tive que publicar aqui também esse post, porque são as melhores memórias de uma pessoa que já morou em Londres. Vale a pena ler pelas ótimas dicas que ela deu.
    Espero que gostem e aproveitem.
    Cheers.
    xxxx

  2. Nossa, você morou um ano em Londres ? Que sonho. Morro de vontade de ir pra lá, morar mesmo, não só visitar de férias. Nãos ei de onde surgiu esse sentimento, só sei que ele sempre aumenta quando eu assito Sherlock . Já passei três meses na Bélgica, imagino que não deva ser igual a LOndres nem de longe, mas já deu pra pegar um pouquinho esse ar Europeu .
    Seu blog é um sonho, a propósito.
    Beijos
    barradosno-baile.blogspot.com

    • Londres é mesmo apaixonante, Amanda! Fico feliz que goste do blog. Muito obrigada pela sua visita :)
      Cada lugar na Europa tem seu encanto e a Bélgica é uma delícia também!
      Espero que consiga ir pra Londres em breve…
      Beijos, Débora

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