Você já curtiu sua companhia hoje?

Eu sempre me considerei independente em alguns aspectos da minha vida. Francamente certas coisas eu faço tão naturalmente que eu não reflito tanto sobre elas. Quando eu digo independente significa fazer algo que não dependa de ninguém – ou seja, da companhia de uma pessoa, apenas da sua própria. Quer um exemplo rápido? Cinema! Já foi assistir algum filme sozinha? Essa é fácil! Pois é, pras algumas pessoas é algo impensável.

Sabe quando a gente vê em um filme ou seriado aquela mulher sentada no balcão do bar bebendo sozinha? Agora se imagina fazendo isso na vida real. Parece muito estranho, não é? Pois bem, já fiz e posso te garantir: não é humilhante e você provavelmente vai terminar a noite acompanhada. Também você poderá terminar a noite sozinha, de qualquer forma terá historias pra contar e tudo é válido.

De todas as viagens que fiz na vida, muitas delas foram sozinhas. Estou falando daquelas que eu cheguei no hostel somente com a minha mochila, peguei o mapa da cidade e pensei: “Ok, Débora, por onde vamos começar?”. A sensação é muito louca. Emoção de explorar um lugar novo, medo de perder um museu ou monumento importante, ansiedade pra saber se vai conhecer os pontos mais descolados que nenhum turista já pisou e por aí vai. O mais forte é quando bate aquela angústia de pensar que tá tudo na sua mão, depende você! Não tem ninguém pra compartilhar alguma dica incrível que ela viu em tal blog e você nunca sabe se vai conseguir interação com outros seres humanos.

Eu nunca tinha parado pra pensar em como é algo extraordinário você embarcar numa aventura sozinha até uma amiga comentar: “Nossa, que coragem! Eu NUNCA viajaria sozinha!”. C-O-R-A-G-E-M! Essa foi a palavra. Eu nunca associei viajar sozinha como um ato de coragem. Entendo que muitas pessoas – principalmente mulheres – tenham um pouco de receio por medo de acontecer algo, de não conhecerem pessoas legais e passarem maior parte tempo sem ter com quem conversar.

Mas o texto não é pra falar como sou f*dona e fico desbravando o mundo por aí sozinha na minha companhia. Apesar das viagens solo, dos cinemas que não tive que dividir a pipoca com ninguém, os balcões de bares que o garçom virou meu ‘brother’ da vida e até aquele show da minha banda favorita que não tinha companhia pra ir, eu ainda paro pra pensar em todas as coisas que eu deixo de fazer esperando TER ALGUEM PRA FAZER COMIGO!

Sim, eu sou uma sonhadora! (LÊ-SE: pessoa que cria expectativa demais, ops!). Ahhhh, imagina que lindo que seria ir pra uma praia incrível com seu boy no final de semana? Tá, no meu sonho mágico não entra a parte do transito, da praia lotada, nem do sertanejo tocando na barraca do lado – é uma praia privada incrível a 15 minutos de São Paulo. Esse é um dos meus desejos: ir pra praia toda hora quando eu começar a namorar. Ou então aquele destino de viagem que só dá pra fazer namorando, não é super romântico? <3  Idas ao cinema, conhecer novos bares, desbravar mais a cidade. Meu namoro já vai começar com a programação de UM ANO completa!

Aí que eu paro e me pergunto: pra que esperar? Por que deixar pra amanhã o que se pode fazer hoje? Nos últimos tempos tenho pensado muito sobre isso. Como esse meu espírito de fazer as coisas sozinha se perdeu pelo meio do caminho. Hoje já tenho vergonha de fazer algo solita e até ir ao cinema sem ninguém me parece estranho. “E se alguém que eu conheço me ver, o que vão pensar? Que eu sou uma perdedora, de certo!”. Oras, que pensem não é mesmo?

Viver uma vida esperando pelo momento certo ou pela pessoa ideal gera muita frustração. Meu ex-namorado detestava praia, por exemplo. Eu que morava a algumas quadras de St Kilda, em Melbourne, sempre que queria ir à praia tinha que ir SOZINHA. Ou seja, essa pessoa pode chegar e nem gostar das mesmas coisas que você. Meu sonho da praia com o boy já foi por agua abaixo nesse caso!

Tirem aqueles planos que não saem do papel e coloquem em prática. De repente é aquele filme do Oscar que você quer ver, uma viagem de final de semana pro interior, ingresso pro Lollapalooza, saltar de paraquedas, o que for. FAÇA! Não deixa pra quando chegar o dia mágico ou pra quando a pessoa amada surgir na sua vida.

Acredito que é muito gostoso fazer as coisas com quem a gente ama! É bom demais, senão eu não sonhava com isso. Mas é importante a gente também aprender a ser amar, gostar da nossa companhia. Quando a gente tá bem consigo mesmo e realizado a vibração é outra e quem quer que apareça na sua vida, só entrará pra somar  

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